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Luis Marvão: Viagem ao Oriente III (Agra)

Depois de Mumbai apanhámos um comboio de 20 horas e chegámos a Mathura, a cidade mais perto de Agra.

Na estação fomos invadidos por dezenas de pessoas a oferecer transporte para Agra em indiano ou linguagem gestual. Um jipe Verde a dizer “Tourism”. Ok! Pareceu-nos o mais acertado. Falámos com o senhor que nos disse sempre “yes, yes”, o que deixa sempre algumas dúvidas: tanto pode estar a perceber tudo direitinho, como não percebe nada e está a responder só para nos calarmos. Ganhou a segunda opção e no nosso inglês mais macarrónico só dissemos “Taj Mahal” e ele “yes, yes”. 

Vamos confiar, não havia outra hipótese na realidade! Chegámos a um Hotel onde nos apresentou a um guia que falava espanhol, porque tinha uma namorada argentina que conheceu na net e que nunca a tinha visto, uma autêntica personagem tirada de um filme, baixinho, com voz fininha.

Começámos a falar com ele e percebemos que, só para verem o quanto não estavamos preparados para a viagem, tínhamos planeado a nossa viagem ao pormenor para estar em Agra numa sexta, único dia em que o Taj Mahal está fechado… Excelente!!!

Com isto, só conseguimos ver esta maravilha do mundo de longe mas mesmo assim valeu a pena. Mesmo assim era lindo! É preciso voltar para ver outra vez…

 A cidade de Agra vive do e para o Taj Mahal, uma cidade pequena em que nada tinha a ver com Mumbai. O cheiro, o som, a paisagem, as pessoas, tudo era diferente. O ritmo é outro, sendo mais fácil a adaptação, o som também é de buzinas mas não é ensurdecedor, o caos é controlado e feito pelos tuk-tuks coloridos, o cheiro é mais rural e menos intenso e o mesmo acontece com a paisagem, vemos estradas com muitas vacas, animal sagrado (mais bem tratado que as pessoas)e com grandes campos à volta com uma cor seca e alaranjada.

 

As pessoas são mais afáveis, continuam sem perceber inglês, mas já nos abordam com um sorriso na cara e por isso nos sentimos preparados para começar a ajudar. Vimos um menino com o seu avô a desenhar e ele foi o “match” perfeito para as canetas de cor e os lápis que tínhamos levado. Quando lhe demos estes presentes a cara dele encheu-se de luz e o nosso coração de felicidade com um gesto tão simples, nunca me esquecerei deste momento. Obrigado!

Mood Travel!

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